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  Alvega

É uma freguesia com 2175 habitantes distribuídos por uma área de 56.6Km2. É constituída pelas localidades de Alvega, Areia de Baixo, Areia de Cima, Casa Branca, Casal Ventoso, Lampreia, Monte Galego, Portelas e Tubaral.

A freguesia de Alvega tem a sua sede na aldeia de Santo António, tendo sido criada à cerca de 200 anos. Situa-se junto à margem esquerda do Tejo distando 17 quilómetros da sede do concelho - Abrantes. É sede de uma estação do caminho de ferro da linha da Beira Baixa e possui ainda dois portos fluviais no rio Tejo, Alvega e Barca de Bandos. O topónimo - Alvega - deriva da designação que os árabes davam a este local Alrega. Mas as origens da freguesia remontam a épocas anteriores à ocupação muçulmana.

No cimo do outeiro que se encontra 300 metros a sudoeste da confluência do rio Tejo com o rio Lampreia, no sítio a que chamam Barca de Bandos, podem ver-se as ruínas de uma fortaleza. Os vestígios de superfície aí recolhidos apontam para a presença de Fenícios e Gregos. Certo parece ser que quando da conquista romana do local, em 130 a. C., o local seria já uma importante citânia, designada de Ayre ou Aritium, possuindo já um porto fluvial, passando ainda por aqui a via militar que ligava Lisboa a Mérida. A destruição da fortaleza romana é atribuída à invasão dos vândalos, no seu percurso para a Andaluzia. Dessa grande cidade romana persistem ainda arruamentos, alicerces de casas e sepulturas, galerias subterrâneas, as ruínas de um possível aqueduto, troços da calçada militar e, junto ao Tejo, podem ainda ver-se uns pilares que se crê terem servido uma ponte que fazia a ligação das duas margens ou, segundo outra hipótese, ter servido para a passagem das águas de rega. No período árabe esta cidade seria ainda bastante populosa.

Alvega é uma freguesia essencialmente rural, tendo como principais produções os cereais, a cortiça, os lagares de azeite, a criação de gado caprino e ovino, a extracção de areias do rio, a pesca a hortocultura e a fruticultura, entre outras actividades que fazem a riqueza da localidade. Para a prosperidade económica de Alvega são também relevantes os contributos de alguns ofícios tradicionais que se mantém activos e produtivos como a latoaria, a marcenaria, a alfaiataria, os bordados, o empalhamento e tantos outros.

Para a animação da freguesia têm um papel importante os grandiosos festejos realizados em honra de Nossa Senhora dos Remédios que se realizam na sua sede.

O património arquitectónico de Alvega inclui ainda a igreja paroquial de S. Pedro, templo de uma só nave, em cujo interior se pode apreciar uma boa tela do século XVIII representando Nossa Senhora da Glória e uma estante missal, belíssima obra de talha, onde entre dois anjos que coroam o escudo, se pode ver o brasão de forma circular da Ordem de S. Domingos, a aba é lavrada e recortada, que veio do convento de S. Domingos de Abrantes.
Alvega possui ainda duas casas e quintas de interesse patrimonial. A quinta de Santo António de Alvega, edifício remodelado que foi, em época anterior, o solar da família Mendanha de Abrantes. Da antiga construção existe ainda, intacto, o antigo portão de granito em estilo barroco com “certo ar castelhano”, onde se integra um escudo com as armas dos Mendanhas, Caldeiras, Almeidas e, possivelmente, dos Lobatos esquarteladas. A casa e quinta do pombal merece também uma referência, localizada em pitoresco lugar do Vale do Tejo, tem recantos - pesqueiras, relevos rochosos e uma velha azenha que lhe embelezam o conjunto da propriedade. Alexandre Herculano visitou a casa e decreveu-a no seu livro “Scenas de um anno da minha vida e apontamentos de viagem”. A quinta possui uma capela, independente do edifício principal, de invocação de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em cujo interior existem interessantes pinturas representando numa, do século XVIII, S. Luís Rei de França, e uma outra de possível origem conventual um carmelita, S. João da Cruz, ajoelhado ante um frontal de altar onde se vê a imagem do Senhor dos Passos, datando possivelmente do século XVII. Da parte rural da quinta merecem menção a antiga fonte onde um lão de mármore deixa correr a água da boca, as extensas áleas de buxo formando arcos e caramanchões de belíssimo efeito, um grande tanque com muros e escadarias, num outro tanque a água sai de uma bonita sereia de mármore e ainda os pomares de laranjeiras e moitas de cedros que lhe conferem uma incomparável beleza.

Em Alvega foi sempre fundamental a questão da rega, facto que deu origem à Associação de Regantes, destinada a promover trabalhos de drenagem e de rega de terrenos, até aí, improdutivos o que atesta a importância da associação. Outra importante colectividade local é a Associação de Olivicultores de Alvega, que foi criada para auxiliar a solucionar os problemas e a promover esta actividade, economicamente tão importante para a freguesia.

Alvega tem também uma nascente de água com propriedades medicinais no tratamento de anemias e clorose.

Fonte: Anafre  —  0000-00-00 Topo da página
A igreja matriz da paróquia de Alvega

A Praça da República é palco para diversos eventos e festas tradicionais

O "Castelo de Alvega" é uma das casas senhoriais ainda existentes

A ligação ao rio Tejo perde-se na memória dos tempos

Os barcos tradicionais ainda podem ser vistos no rio

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