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  Alferrarede

Tem cerca de 4332 habitantes distribuídos por 23.62Km2. É a segunda Freguesia do Concelho com maior densidade populacional. É constituída pelas localidades de Alferrarede, Tapadão, Olho de Boi, Canaverde, Alferrarede Velha, Barca do Pego, Casal das Mansas, Marco e Casais de Revelhos.

O curioso topónimo de Alferrarede não encontrou ainda quem lhe explicasse a origem de uma forma incontestada. Provém, possivelmnte, do latim gypsetum (gessal ou mina de gesso) ou de ferraratum (mina de ferro ou ferraria), o que indicia a existência de uma indústria antiquíssima ligada à extracção do ferro e da cal, de que hoje não se conservam vestígios significativos.

A elevação de Alferrarede a freguesia deu-se apenas em 25 de Fevereiro de 1959, muito tarde na vida da localidade, se se considerar a antiguidade da sua história. Se, actualmente, Alferrarede se pode considerar a mais importante freguesia-satélite de Abrantes, devido às suas numerosas actividades industriais e comerciais, não foram estas as actividades que, originalmente, se praticavam na freguesia. A principal actividade económica de Alferrarede no passado era a agricultura.

As necessidades geradas pelo crescimento de Abrantes, levaram ao aparecimento de diversos núcleos populacionais activos nos seus arredores, de modo a assegurarem os produtos necessários ao sustento quotidiano da população da vila.

Contando-se entre eles os lugares de Alferrarede Velha e Hortas (um topónimo só por si esclarecedor).
O início do povoamento destes lugares deverá andar pelos anos próximos de 1227, ano da edificação da Ermida de Santa Maria da Ribeira, na entrada sul de Alferrarede. No entanto, a primeira referência documental a esta freguesia é de 1375: “...o dito Vicente Anes e a dita sua mulher escambaram com o dito prior e raçoeiros uma porção da herdade que tinham juntamente com o dito prior e raçoeiros em Alferrarede”.

No final do século XIX a importância da actividade agrícola em Alferrarede começa a esbater-se, em virtude da chegada do caminho de ferro, que aí instala uma estação e ainda devido ao desenvolvimento de uma rede viária no interior, que quase não existia até então. O progresso torna-se, a partir dessa altura, imparável: em 15 de Maio de 1870 é inaugurada a ponte ferroviária do Rossio-Abrantes, em 1889 (5 de Maio) dá-se a inauguração da ponte ferroviária e em 1891 conclui-se a linha da Beira Baixa, acontecimentos de capital importância no desenvolvimento de uma terra até então ignorada dos primeiros planos da vida do País.

Consequência destes importantes melhoramentos foi a instalação em Alferrarede de um conjunto de indústrias transformadoras das matérias-primas produzidas na região. Uma das primeiras foi a fábrica de J. Michelon & J. Combemale de fabricação de azeite. Mas outras se lhe foram juntando aos poucos, como as saboarias, outra de azeite, as de adubos, de licores e refrigerantes, de louça, serralharias e carpintarias.

Este desenvolvimento industrial e subsequente crescimento populacional e urbanístico não foi acompanhado por igual desenvolvimento ao nível das infra-estruturas básicas como o abastecimento de águas, a distribuição de energia eléctrica era insuficiente, não havia escola oficial, corpo de bombeiros, telefone ou médico.

Apesar de todas estas carências Alferrarede aspirava pela criação da freguesia, sonho que encontrou eco em Manuel Lopes Valente Júnior, vogal da Câmara, que nas sessões de 29 de Outubro e 10 de Novembro de 1919 apresentou essa proposta ao Município que foi aprovada. A mesma atitude não teve o Governo, que indiferiu a mesma proposta, ficando o projecto adiado, mas não esquecido pelas gentes de Alferrarede.

Importa ainda referir o património arqueológico da freguesia, cujo estudo está ainda em curso, podendo encerrar valiosos contributos para o conhecimento do passado da freguesia, actualmente ignorados. Por enquanto pode afirmar-se que toda a zona ribeirinha de Alferrarede, sobretudo a que se encontra entre Taínho/Arribas e a ribeira de Vide, apresenta condições capazes de terem albergado a presença ou a passagem de caçadores-recolectores pré-históricos, como é comprovado pelo achado de uma jazida, talvez acheulense, com variado espólio lítico.

Nas épocas seguintes há um vazio de vestígios materiais, que voltam a surgir na proto-história com os vestígios de um possível berrão. Da época romana há uma importante estação arqueológica que já forneceu espólio significativo. O mais intrigante vestígio arqueológico de Alferrarede é a “ponte-represa” de Entre-Ribeiras, que pela sua complexidade e estranheza interessa os maiores especialistas nacionais, tendo sido já afastada a hipótese de ser de origem árabe.
Alferrarede é hoje uma freguesia em pleno desenvolvimento que, apresentando a segunda maior densidade populacional do concelho, olha com confiança o futuro.

Fonte: Anafre  —  0000-00-00 Topo da página
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