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  Concavada

Tem uma área de 19.4km2 e 858 habitantes. É composta pelos lugares de Concavada, Ribeira de Fernando, Casal Cortido, Coelheira e Galhofa.

Constituída pelas povoações de Concavada, Ribeira do Fernando, Casal de Cortido, Coelheira e Monte Novo, situa-se esta freguesia na margem esquerda do rio Tejo a cerca de quinze quilómetros da cidade de Abrantes. Trata-se de uma jovem freguesia criada a partir de lugares da de Alvega pela Lei n.º 109/85, de 4 de Outubro.

Sendo uma freguesia de criação recente, o mesmo não se passa com alguns dos seus lugares, cuja fundação poderá remontar a eras bem remotas. Existe aqui um saboroso ritonelo que canta: “Esta aldeia tão portuguesa / Por marítimos foi fundada / Cuja classe não existe / Mas existe a Concavada”. Ora estamos em crer que esses marítimos possam perfeitamente ter sido os fenícios, povo marítimo por excelência, de cuja presença aqui mesmo ao lado, em Alvega, existem provas concludentes. O mesmo terá acontecido com os romanos que após terem fundado a cidade de Aritium, estenderam o seu raio de acção a todos os arredores, incluindo Concavada.

A etimologia do topónimo Concavada deve estar ligada a um derivado de côncavo, reflectindo eventualmente um posicionamento geográfico. A interpretação popular é outra e, segundo a tradição, Concavada teve origem nuns Cuncas que vieram à região fazer uma cavada, para depois aí se fixarem. E argumentam até que ainda hoje por lá existem pessoas com aquele apelido. Com efeito, Cuncas, Conca, Concais, são topónimos atestados por diversas vezes pelo País fora. Cavadas também há imensas, mas Concavadas só no concelho de Abrantes. Refira-se ainda que os Casais da Concavada já eram citados no “Dicionário Geográfico” do Padre Luís Cardoso.

De data muito anterior à obra citada é a Ermida de Nossa Senhora da Guia, fundada em 1626 na propriedade particular de Manuel Santana Marques. É um templo de forma circular com cobertura cupulada. A porta exterior é encimada pelo brasão da família Godinho, e ladeada por dois cruzeiros apostos no muro, havendo ainda, do lado direito, um púlpito exterior, e, do lado esquerdo, uma lápide que diz: “Esta Ermida De Nossa Senhora Da Guia Mandarao Fazer L C Godinho E Sua Molher Isabel Freire A Sua Custa P ª Eles E Seus Susesores Acabouse Na Era De 1626 Anos”. A capela, cuja forma semelha um “panteon”, foi erguida numa elevação junto ao Tejo.

É aqui neste local muito agradável e pitoresco que se realiza uma concorrida romaria a Nossa Senhora da Guia, cuja imagem tem grande número de devotos, não só do lugar mas também de todas as terras circunvizinhas. Segundo parece, desde tempos muito recuados, os barqueiros que navegavam no Tejo, ao passarem nas cercanias da capela, invocavam Nossa Senhora da Guia para que os protegesse e guiasse, e como a Virgem sempre os amparou, como prova de gratidão determinaram fazer-lhe uma festa anual com grande esplendor. Da mesma opinião é Elias da Costa que acrescenta “que a festa da Senhora da Guia foi organizada pela confraria do Espírito Santo. Esta irmandade era formada por pescadores do Tejo e do mar. Acreditaram que a Virgem podia protegê-los porque uma vez encontraram a sua imagem num poço, inteiramente seca, tanto a madeira como os setins do vestuário. Provado assim que a água nada podia com esta Virgem, habituaram-se a invocá-la nas tempestades e nas cheias”.

A desde há muito famosa Romaria de Nossa Senhora da Guia, realiza-se impreterivelmente na segunda-feira seguinte à Páscoa. Mas não é a única festa da freguesia, pois no S. João lá está o povo a extravasar a sua alegria, bem como na festa do orago, o Senhor dos Navegantes. Sendo grande o fervor dos concavadenses pelo Senhor Jesus dos Navegantes, a festa a ele dedicada, tem vindo, de ano para ano, a atrair cada vez mais simpatizantes, mesmo estranhos à freguesia, como se infere das quadras seguintes:

“Esta festa na Concavada / Ao Senhor Jesus dos Navegantes / Alcançou grande nomeada / Em todo o concelho de Abrantes. Sempre a têm realizado / Alguns dos seus habitantes / Onde o seu largo é pisado / Por centenas de visitantes. E a festa ano a ano / Vai tendo mais incremento / Pois a comissão não se poupa / Em dar-lhes maior luzimento. E com o devido esplendor / Este ano foi realizada / Dando provas a Nosso Senhor / Como o ama a Concavada”.

Terra de rica etnografia, Concavada apresenta como um dos seus principais embaixadores, o Rancho Folclórico Senhor dos Navegantes que tem desenvolvido um importante trabalho de pesquisa e preservação dos hábitos e costumes deste povo. E de entre as muitas das suas tradições, lugar de destaque ocupa o artesanato, cuja olaria tradicional tem vindo, desde há decénios, a receber rasgados elogios, como o que foi tecido em 1 de Outubro de 1982 pelo “Notícias de Abrantes”:

“Todos os oleiros são descendentes de famílias com este ofício, trabalhando há cerca de quarenta anos. Continua portanto a ser um trabalho de família com acentuada tendência a diminuir. Todavia, podemos encontrar uma certa inovação na olaria de Concavada, onde os elementos mais jovens da família, com cerca de quatorze anos de idade, se mostram interessados em modelar figuras de barro vidrado e diversas miniaturas, para além da chamada olaria tradicional”. Ainda no campo artesanal são de realçar os trabalhos feitos em tecido, como sejam as tradicionais rodilhas e almofadas.

Fonte: Anafre  —  0000-00-00 Topo da página
A maior referência de Concavada é o poeta António Botto, nascido na terra e devidamente homenageado no centro da aldeia

Monumento a António Botto

O Chão da Eira, centro da aldeia de Concavada

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