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  Rossio ao Sul do Tejo

Tem aproximadamente 2343 habitantes distribuídos por uma área de 6.61 km2. Desta freguesia fazem parte os lugares de Rossio ao Sul do Tejo, Cabrito e Fojo.

Antes de se ter fixado a designação desta freguesia de Rossio ao Sul do Tejo, vários outros topónimos foram utilizados para a nomear como Banda D’Além, Porto do Tejo, Rocio das Barcas (1739), Rocio do Tejo (1839) e durante muito tempo, e ainda hoje, por vezes, é nomeada como Rossio de Abrantes.

“Rossio” significa terreno roçado e fruído em comum pela povoação, definição que pode auxiliar à compreensão das origens desta localidade. O Rossio ao Sul do Tejo teria sido, primitivamente, uma vasta extensão de terreno, situada na margem sul do rio Tejo, de propriedade comum dos habitantes de Abrantes e por eles cultivada.

O núcleo habitacional teria surgido à medida que os abrantinos aí foram construindo pequenas casas para mais facilmente vigiarem as sua culturas, guardarem os seus utensílios agrícolas e para pouparem a caminhada até Abrantes e, sobretudo, a travessia do rio quando andavam a cuidar dos seus terrenos, uma vez que nessa época não havia ainda a ponte que faz a ligação entre as duas margens do rio.

A mais antiga referência histórica a este local é a passagem por aqui de D. Nuno Álvares Pereira, em 1385, vindo do Alentejo com 2 600 soldados que ali fora recrutar para se encontrar com D. João em Abrantes a fim de se dirigirem para Tomar. Nos anos de 1730 e 1797 há notícia da construção de pontes das barcas, tendo a primeira sido construída em local pouco acima da actual ponte ferroviária e a segunda assentando na base do Cabeço do Carneiro, um pouco abaixo da foz do rio Torto.

Entrementes o local vai mantendo a sua feição de terreno agrícola dos moradores de Abrantes, com algumas poucas “casas abarracadas”, isto até 1808 ano em que se inicia a construção da ponte das Barcas, dando início ao desenvolvimento da terra. A construção desta ponte foi consequência das Invasões Francesas e por necessidades de estratégia militar, a obra foi dirigida pelo Coronel Engenheiro Manoel de Sousa Ramos, do Real Corpo dos Engenheiros, foi pois uma obra de projecto e execução militar. Essa ponte era, tecnicamente, avançada dispondo de levadiça para a entrada e saída de embarcações, praça para arrumar os carros e um sistema de funcionamento das barcas tal que era regulado segundo o caudal do rio.

A ponte das Barcas serviu as tropas do general Beresford que acamparam no Rossio, vindas de Coimbra, para se juntarem às do general Wellesley, aí permanecendo todo o mês de Junho de 1809. Além destas tropas também as do general Hill, por indicação de Beresford, assentaram no Rossio com um exército de 3000 homens, metade ingleses, metade portugueses.

No ano de 1839 dá-se um acontecimento fundamental da história do Rossio ao Sul do Tejo, a criação da freguesia por decreto da rainha D. Maria II de 24 de Maio, tornando-se desse modo independente da freguesia de S. João de Abrantes. Em 1879 é constituída a paróquia do Rossio ao Sul do Tejo.
Importantes factos da história do Rossio são a inauguração da linha da Beira Baixa, em 5 de Maio de 1889, pela passagem do Comboio Real em que seguiam o rei D. Carlos e a rainha D. Amélia, seguindo até Castelo Branco e a inauguração da ponte ferroviária, que contou no seu programa de festas além dos tradicionais foguetes e discursos com um jantar para 36 convidados, entre elementos do governo, da Companhia Real dos Caminhos de Ferro, da firma construtora e operários, servido ... em cima da ponte!

Com o seu porto fluvial, praça comercial, pontes e estação do caminho de ferro, inaugurada em 1885, os seus estaleiros para construção e reparação de barcos à vela o Rossio ao Sul do Tejo conhecia no final do século XIX um intenso movimento portuário e comercial.

O dealbar do século XX traz também ao Rossio a indústria, que surge na freguesia com a criação das Fundições do Rossio de Abrantes por João José Soares Mendes, tendo sido constante o seu desenvolvimento. Mas o século XX traz consigo também os gérmens da mudança, os ideais republicanos, que colhem bastantes adeptos no Rossio, de que se destaca o nome do Dr. João Damas que veio a ser eleito para a Câmara dos Deputados.

Povoação plana, luminosa de graciosas moradias o Rossio ao Sul do Tejo tem de um dos lados uma rica várzea e do outro um rio caudaloso que muitas vezes no Inverno inunda os seus campos, fertilizando-os, mas enchendo de susto o coração dos rossienses. O rio sempre foi uma das grandes fontes de riqueza da freguesia, até pelo facto de como na zona do Rossio descreveu uma larga curva que origina um porto que permite às embarcações atracarem em qualquer altura do ano, suprindo assim as necessidades da região que desde sempre dependeu do rio como veículo de escoamento dos seus produtos.

Do património arquitectónico do Rossio destaca-se a igreja paroquial de Nossa Senhora da Conceição, de uma só nave, com altar-mor e dois altares laterais, que vieram do Convento da Graça de Abrantes, das imagens existentes destacam-se uma de Nossa Senhora da Piedade em pedra, do século XVII e um crucifixo com o Senhor dos Aflitos, boa escultura de madeira dos princípios do século XVIII e ainda uma curiosa imagem de Santo António. Na quinta das Amendoeiras, existe uma capela de boa traça arquitectónica em que se destacam os vitrais e os azulejos e ainda casas senhoriais como a da família Almeida Beja.

Fonte: Anafre  —  0000-00-00 Topo da página
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