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  S. Vicente

É uma das freguesias mais antigas do Concelho de Abrantes. Apesar do primeiro documento conhecido datar apenas de 1227, pensa-se que a sua fundação remonta ao século XII. A melhor forma de conhecer esta freguesia, é passeando pelas ruas típicas e ver a história que dela emana. São Vicente tem uma área de 38.64 km2 e 8711 habitantes (corresponde a 20% do total da população do Concelho).

A freguesia de S. Vicente é uma das freguesias da cidade de Abrantes tendo, por isso, no seu passado as marcas da história da cidade. É conhecida a ocupação árabe, povo a quem D. Afonso Henriques conquistou a área de Abrantes em 1148, tendo então mandado construir a igreja de S. Vicente. Após a conquista cristã, o local sofreu ainda dois assaltos dos muçulmanos, por duas vezes repelidos (1179 e 1195). Foi para festejar a valorosa vitória cristã de 1179 que D. Afonso Henriques deu à vila o seu primeiro foral.

A importância de Abrantes permanece ao longo dos tempos como o confirma a doação feita por D. Fernando, em 1372, da vila à rainha D. Leonor Teles, e a confirmação de todos os privilégios aos moradores.

Coube ainda à vila receber o corpo de D. Pedro, após a batalha de Alfarrobeira. Com D. João II vive Abrantes uma página dourada da sua história, pois é aqui que nasce D. Jorge, bastardo do rei com D. Ana de Mendonça, passando em 1483 de Évora para Abrantes a residência real, para aqui vindo a rainha e toda a corte. Durante a permanência de D. Manuel na vila, por ocasião do nascimento do infante D. Luís, aqui apresentou o seu primeiro auto Gil Vicente. Aqui viveu também D. Francisco de Almeida, primeiro Vice-Governador da Índia.

Na crise dinástica de 1580 a vila tomou o partido de D. António, filho de D. Luís que era natural de Abrantes, acompanhando os protestos contra a presença espanhola. Pelo que o facto de Abrantes ser a primeira localidade que aclama D. João IV, não surpreende.

Em 1704, por ordem de D. Pedro II, realizaram-se obras de fortificação da vila, que era considerada de grande importância estratégica para a defesa da Estremadura. É em consequência desta boa posição estratégica que Abrantes é tomada pelo exército napoleónico em 1807, sob o comando de Junot, sendo libertada apenas em 1808. Devido a este infeliz acontecimento, logo após a vitória sobre os franceses procede-se novamente a obras de beneficiação militar e à classificação como praça de 1.ª ordem. Durante o Liberalismo viveram-se aqui dias bastante agitados em função das posições defendidas pela vila.

O passado de S. Vicente de Abrantes não é feito só de acontecimentos, mas também de um riquíssimo património que é, no presente, uma das suas maiores riquezas. Dos monumentos que a freguesia possui numerosos são os que merecem referência, quer pela sua antiguidade quer pelo seu valor.

O castelo, que foi primeiramente edificado pelos romanos que aí construíram também um templo que os árabes alteraram em mesquita e depois conquistado por D. Afonso Henriques em 1149, sofrendo com os reis seguintes importantes obras de beneficiação. Neste local podem gozar-se bons momentos no Jardim de S. Pedro ou admirar-se a bela paisagem que daí se avista.

De grande interesse a Igreja de Santa Maria do Castelo, monumento nacional, foi edificada por ordem de D. Afonso II, em 1215. Danificada por um sismo em 1429, foi reedificada em 1433 por ordem de D. Diogo Fernandes de Almeida, alcaide-mor. É um templo gótico, usado como panteão da família Almeida. O exterior é simples sendo os portais principal e lateral norte góticos. O interior é de uma só nave, o tecto de madeira travejado, sendo o arco triunfal também do género gótico. A capela-mor é revestida a azulejos hispano-árabes de corda-seca, do retábulo que aqui houve resta o painel da Adoração dos Magos, datado da primeira metade do século XVI, por detrás do retábulo há vestígios de pinturas a fresco. Na igreja existe ainda um valioso conjunto de túmulos sendo os de maior qualidade artística os de D. Diogo Fernandes de Almeida e D. Lopo de Almeida, quatrocentista, o de D. João de Almeida do século XVI e os de D. António e D. João de Almeida, ambos de finais do século XVI.

Peça fundamental do património da freguesia é a igreja paroquial de S. Vicente. A invocação da igreja ficou a dever-se ao primeiro alcaide-mor que tendo assistido à trasladação do corpo do santo para Lisboa, trouxe consigo para Abrantes um dente do santo, preciosa relíquia que ainda hoje aí se conserva. Nesta altura a invocação da igreja, possivelmente, terá passado para S. Vicente. Este templo foi, até à fundação de Santa Maria, a única paróquia da vila de Abrantes. No reinado de D. Sebastião esta igreja sofreu importantes melhoramentos, tendo-se conservado do edifício anterior a abóbada da capela-mor. Ao edifício falta, do projecto inicial, a torre. É um templo de três naves, com seis tramos. As seis capelas laterais são em pedra da Batalha, sendo excelentes exemplares do estilo da época.

Pelo seu interesse histórico refira-se ainda o Convento de Nossa Senhora da Esperança, de freiras claristas. do antigo edifício sobrevive apenas um portal renascença, estando aproveitado para aquartelamento militar e sala do teatro Taborda. Em S. Vicente existem ainda numerosas capelas como a ermida de Nossa Senhora da Conceição, propriedade particular, a ermida de Nossa Senhora da Luz onde em Setembro se efectua uma romaria muito concorrida e a ermida de S. Lourenço.

Interessante é também o edifício da Câmara Municipal, datado do século XVII, do período filipino alterado por sucessivos restauros. De épocas mais recentes, a freguesia apresenta ainda o Hotel Turismo.

Fonte: Anafre  —  0000-00-00 Topo da página
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