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  Valhascos

A freguesia de Valhascos é a mais pequenas de todas as que constituem o concelho do Sardoal, ocupando uma área de mais de sete quilómetros quadrados. Ao contrário da sede do concelho, que apresenta um núcleo muito antigo e de características urbanas pronunciadas, a freguesia de Valhas-cos desenvolve-se por uma área rural de grande dispersão, geomorfologicamente muito acidentada.

Esta povoação foi a última a ser integrada no concelho do Sardoal. Aconteceu em 15 de Setembro de 1949, por despacho governamental. Onze anos antes, já o bispo de Portalegre criara a respectiva paróquia.

Apesar desta precocidade, a povoação é muito antiga, sendo referida em documentos do século XVI. Um deles, de 1532, alude à freguesia no termo de demarcação do concelho, dado em Lisboa por D. João III a 10 de Agosto daquele ano. O texto em questão refere-se da seguinte forma à povoação: “... e da vintena dos Valhascos será a aldeia com os seus rossios.”

Recuando no tempo, chegaremos aos achados arqueológicos de Valhascos. Junto ao cemitério, terá sido encontrado o esqueleto daquele que foi identificado como um oficial romano. A seu lado, uma espada e os galões da farda ainda ligeiramente visíveis. Uma das muitas estradas construídas pelos romanos passava por aqui, a julgar pelos restos de calçada desse período que têm surgido.

Do património edificado da freguesia, merece-nos destaque a igreja matriz e a capela de S. Bartolomeu. O templo paroquial, consagrado a Nossa Senhora da Graça, foi inaugurado a 18 de Outubro de 1904. Tem festa a 8 de Setembro. Quanto à capela, deverá ser do século XVI, conforme um pergaminho da igreja de Sardoal que expressamente o refere. É um templo em pedra, tosca, com um único altar. Nele se encontra a imagem do Orago, com o demónio preso por uma corrente.

Subsistem ainda ruínas da ermida de Nossa Senhora da Graça, à qual se refere o “Santuário Mariano” (século XVIII): “Três quilómetros a este da vila de Sardoal, na aldeia de Valhascos, está uma ermida de Nossa Senhora da Graça, com paredes interiores revestidas de azulejos, com o seu competente coro e um alpendre ou galilé, unido à porta principal e casas para o ermitão e aposentadoria para os romeiros.”

Em termos económicos, Nossa Senhora da Graça de Valhascos não foge muito do panorama verificado no resto do concelho. A agricultura, mais de subsistência do que virada para o lucro, e as actividades com ela relacionadas, tal como a olivicultura, são as principais ocupações de uma população que, embora pobre, vai vivendo com as suas maiores qualidades: a dignidade e honradez que emprestam a cada uma das suas realizações.

Esses valores nobres da população de Valhascos estão bem expressos nos maiores vultos da freguesia, que com a sua obra, muito a prestigiaram. Foi o caso de D. António Ferreira, bispo de Viseu durante vários anos, também o Pe. Sebastião Esteves Calvário e José Lobato Correia. Enobrecem ainda a freguesia, a nível cultural, as instituições acima referidas, que muito têm contribuído para o desenvolvimento da sua população.

Fonte: Anafre  —  2002-06-08 Topo da página
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