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  Gavião

Ambiente tranquilo de casas simples, num espaço onde se misturam muros, beirados, chaminés, terreiros livres, jardins floridos, baloiços, torres de pequenas capelas e um sério pelourinho, sinal da lei e da justiça do passado. Espalhados, por aqui e por ali, ofícios de outros tempos, cantarias desenhadas e saliências brasonadas. Perto, a praia fluvial do Alamal local paradisíaco pelo quadro natural que envolve.

O concelho de Gavião, com uma área de trezentos e vinte quilómetros quadrados, é composto pelas freguesias de Atalaia, Belver, Comenda, Gavião e Margem. É delimitado pelos concelhos de Mação, Nisa, Crato, Ponte de Sor e Abrantes.

O nome do concelho parece derivar da importante família dos Gavião, originária do escudeiro Gonçalo Martins, por alcunha o Gavião, morador em Beja durante o reinado de D. Afonso IV.

Ao contrário de outras povoações, Gavião foi aumentando de importância com o passar dos séculos. Foi assim que recebeu foral de D. Manuel I, em 23 de Novembro de 1519, num dia que ainda hoje é comemorado, pela população, como feriado oficial.
O concelho foi suprimido entre 26 de Novembro de 1895 e 13 de Janeiro de 1898, na sequência de uma reforma administrativa do País. As suas freguesias passaram então para o concelho de Nisa, à excepção da de Comenda, que transitou para o concelho do Crato. A sua restauração, bem como a de dezenas de outros concelhos, de norte a sul, foi feita num movimento a que muito elucidativamente se chamou de contra-reforma. Nessa altura, Amieira-e-Vila-Flor, que até 1895 estivera em Gavião, continuou em Nisa, e Margem transitou para Ponte de Sor. Pelo contrário, Gavião recebeu a freguesia de Belver, que até aí estivera em Mação.

Gavião é um concelho essencialmente agrícola, agora como sempre. A sua população mantém muitos dos traços rurais que fizeram a sua história e a sua etnografia. O artesanato aí está a prová-lo, bem como uma gastronomia regional rica, variada e saborosa.

Uma palavra, nesta brevíssima resenha histórica do concelho de Gavião, para Mousinho da Silveira, o célebre político português do século passado.
É uma das mais ilustres figuras desta terra, mau-grado ter nascido fora dela. Aqui foi sepultado, por um desejo expresso bem evidenciado no seguinte excerto do seu testamento: “Quero que o meu corpo seja sepultado no cemitério da ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores, e se isto não puder ser por qualquer motivo, ou mesmo por não querer o meu testamenteiro carregar com essa trabalheira, quero que o meu corpo seja sepultado no cemitério da freguesia de Margem, do concelho de Gavião; são gentes agradecidas e boas, e gosto agora da ideia de estar cercado, quando morto, de gente que na minha vida se atreveu a ser agradecida”.

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