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  Constância

Constância é uma vila a descobrir. Situada na confluência do Tejo e do Zêzere, forma quase uma península. Foi neste espaço restrito que a vila se instalou, subindo pela encosta. Em cada recanto um beco florido, arcos, mirante. As ruas estreitas muito frescas e limpas, irrepreensivelmente calcetadas conduzem, por entre paredes cobertas de verdura, à Igreja de Nossa Senhora dos Mártires de onde se avista um magnífico panorama.

No ano 100 a.C. crê-se que Constância já existiria. Por aqui terão ainda passado iberos, romanos, godos e árabes. Os cristãos tê-la-ão reconquistado no ano de 1150 sob o comando do Lidador da Maia, Gonçalo Mendes. Reconstruíu-se o seu castelo em 1152 por expressa ordem do mestre da Ordem do templo Gualdim Pais, que D. Afonso Henriques lhe cede oficialmente em 1169. O castelo, no século XVI, aparece na posse dos Sande, senhores de Punhete que aí fizeram vultuosas obras que lhe mudaram a feição, mantendo a torre, já com um aspecto quinhentista, integrada no seu palácio. No século XIX da torre e do palácio já só restavam ruínas. Em 1904 a câmara para “acabar com o foco de infecção (...) no sítio denominado torre”, manda-a demolir.

Simultaneamente desenvolve-se o burgo, o alcaide de então, que era também senhor da Casa da Torre dedicou especial atenção ao desenvolvimento económico de Constância, quer das azinhas e quintas, quer das estacarias e caneiros do Zêzere. As actividades relacionadas com o rio, pesca, secagem do peixe, venda do pescado e de sal - eram as principais ocupações da população, o que é reforçado pela decisão de D. Pedro I que determina todo o movimento de mercadorias com destino a Lisboa fosse aqui embarcado.

Aí terão estado D. Sebastião e Camões. D. Sebastião veio para Constância em 1569 fugindo à peste que assolava Lisboa, voltando outras vezes. Foi este jovem rei que concedeu foral a Constância, em 1571 e foi daqui que anunciou à nobreza a sua intenção de embarcar para Alcácer Quibir.

Constância foi reconstruída depois das invasões francesas, fazendo então algumas alterações urbanísticas como a mudança da praça para a zona norte da casa dos Arcos, local actual.

Em 1836 dá-se a alteração do nome da vila de Punhete cuja origem será, supostamente Pugna Tage que significa combate no Tejo, alusivo ao violento encontro das águas do Zêzere e do Tejo, para a actual designação de Constância. D. Maria II como agradecimento do apoio que recebera da vila em 1833, em Tomar, deu-lhe o título de “Notável” em 7 de Dezembro de 1836. Esta rainha esteve na vila tendo pernoitado no palácio. A vila possuía dois portos, o porto da Cova, da casa da Torre e o porto da Barca, que era público, e servia o numeroso trânsito fluvial que demandava a vila.

Da vila, que é toda ela um monumento só, destacam-se as seguintes construções, o pelourinho, reconstruído após as invasões francesas, é do século XIX; a igreja da Misericórdia fundada em 1696 foi restaurada entre 1901 e 1903 e muito danificada pela cheia de 1941, voltando ao culto em 1960, é de uma só nave, sendo as paredes revestidas de azulejos dos séculos XVII e XVIII; e a capela de Santa Ana cuja construção se iniciou em 1707.

A Igreja de Nossa Senhora dos Mártires testemunha a passagem do maneirismo ao barroco, a sua construção foi bastante atribulada com sucessivas paragens, mediando mais de cento e cinquenta anos entre o início e a conclusão dos trabalhos. Nos arredores de Constância situa-se a capela de Santa Bárbara, na quinta do mesmo nome que pertenceu os Jesuítas e hoje é particular.

A capela de Santo António que teve associada a lenda de ter sido a segunda capela a ser erigida a este santo após a sua canonização em 1231, o que é discutível. Segundo outra corrente de opinião a capela teria sido erigida pelo povo para lembrar o local onde o santo brincara em criança, uma vez que seus pais possuíram uma propriedade no local. Santo António quando queria deslocar-se a Constância e não tinha barco para atravessar o Tejo, estendia o casaco ou o lenço, sentava-se nele e atravessava, assim, o rio. Nas paredes laterais estão painéis de azulejo onde se representam os milagres do santo.

Do património urbano de Constância refira-se ainda a casa-museu Vasco de Lima Couto; o palácio, casa do século XIX; a casa do Tejo dos finais do século XVIII; a casa de Preanes; a vivenda de Santo António, exemplo de “casa portuguesa”, são alguns exemplos do património de Constância.

Grande importância para o concelho de Constância têm as festas de Nossa Senhora da Boa Viagem, que se realizam na segunda-feira de Páscoa, dia em que uma procissão desfila pelas ruas da vila, ao que se segue a bênção dos barcos. Esta festividade remonta, pelo menos ao século XVIII, datando de 1788 o primeiro documento conhecido que a ela se refere e que é uma provisão de D. Maria a autorizar um altar a esta santa na igreja dos Mártires. Na origem de tudo os mareantes. Nos últimos anos a vila engalana-se de flores de papel, embriagando-se de cor e beleza.

Imprescindível é referir o artesanato local de que as “monas”, as conhecidíssimas bonecas de pano e cana, são o melhor exemplo.

Fonte: Anafre  —  2002-06-08 Topo da página
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