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  Grandes e Tradicionais Festejos em Alvega, Agosto de 1931

O documento que se segue é uma transcrição de um folheto promocional dos "Tradicionais Festejos". Com várias imagens de Alvega, este é um documento que nos foi cedido pelo sr. Mário Barreto. Uma versão digital do documento completo está disponível em formato PDF no fundo da página.



A NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS

NAS VOSSAS MÃOS DIVINAS, SENHORA, QUE SOIS A PADROEIRA DESTAS FESTAS, VIMOS COM RESPEITO DEPÔR ÊSTE PROGRAMA. SÃO PÉTALAS ENVELHECIDAS QUE O NOSSO CORAÇÃO VOS DESFOLHA.
DEUS PERMITA QUE A SUA POBRESA, FILHA DA NOSSA HUMILDADE, SEJA DE MOLDE A MERECER DE VÓS, O PERDÃO QUE IMPLORAMOS.

A Comissão

Terra linda, cheia de graça, de luz e de poesia. Quer banhada pelo sol que a doira, quer envolta num manto de prata que o luar lhe empresta, descansa sorrindo sôbre a frescura deliciosa do seu tapête. O Tejo, serpenteando a seus pés por entre os rochedos do seu leito, vem espreguiçar-se dolente na areia da praia e beija-a de mansinho.

Ensinaram-lhe os rouxinois, nas noites perfumadas da primavera, lindas canções de amôr.

As suas casinhas, modestas, vestidinhas de branco, alegres como crianças, onde as andorinhas vão confiar sem mêdo os seus amorosos segrêdos, onde as rosas e os cravos a gargalhar de alegria, lançam aqui e acolá pinceladas coloridas, lembram lençois de noivos a corar ao sol. E a nossa alma ajoelha quando ao findar o dia vemos pelos caminhos que a cruzam, ranchos policromados de raparigas a cantar, como cotovias nas manhãs gemadas de Maio.

Não as cança o trabalho árduo do campo; nos seus rôstos tisnados mas sadios, onde o vermelho se destaca, brilham uns olhos negros sonhadores, como lascas de diamantes. E as relvas frescas dos caminhos que os seus pés descalços vão pisando, estremecem enlouquecidas de as vêr passar.

Pois bem. Esta terra que em pobre esbôço vos apresento, é Alvega, estas raparigas, almas puras, primaveras em flôr, são suas filhas. É ela, portanto, vestida de galas, a cheirar a rosmaninho e a alfazema, que vos vai deliciar na sua festa. Vereis então como é hospitaleira, como é bela e linda, a terra de que vos falo.

Caldeira de Medanha



Sábado
Dia 29


Às 5 horas
Alvorada pelas afamadas Bandas de Abrantes e Sociedade Musical União e Trababalho das Lapas, sob a regencia esta última, do Sub-Chefe Militar o Ex.mo Sr. Francisco Baía. Uma salva de 30 morteiros anunciará a grandiosidade do acto, iniciando-se em seguida os habituais peditórios


Às 20 horas
Será feita a abertura solene da quermesse, barraca agrícola, tombola, barracas de chá, cerveja, dôces, etc., etc. Leilão de prendas. Um primoroso JAZZ, far-se-ha ouvir alternadamente com os concertos das referidas Bandas. Bailes e folguedos populares.

Às 22 horas
Dar-se-ha começo ao vistoso fogo de artificio que o aprimorado e consciencioso artista, Manoel Marques Amante, confeccionou com esmero e que se prolongará até á 1 hora.


Domingo
Dia 30


Às 6 horas
Alvorada como no primeiro dia.

Às 9 horas
Peditórío dentro da vila.

Às 12 horas
Missa solene, cantada e acompanhada a orgão pelos alunos do Semínário do Gavião. Ao Evangelho subirá ao púlpito um distinto orador sagrado. Finda a Missa, percorrerá a Procissão as ruas principais, acompanhada pelas referidas Bandas. Uma formidável girândola de foguetes ecoará nesse momento em toda a vila. A seguir: Festa da Flôr e interessantíssimos foguetes japonezes.


Às 21 horas
Reabertura de todas as barracas. Leilão de prendas, jazz. Concertos e folguedos habituais.

Às 22 horas
Vistoso fogo de artifício que um outro hábil e conhecidíssimo pirotécnico, Francisco Marques Amante & Filhos se esmerou em confeccionar com deslumbrantes foguetões e que, de igual modo se prolongará até à 1 hora.

Segunda-Feira
Dia 31


Às 6 horas
Alvorada pelas Bandas, igualmente acompanhada de morteiros.

Às 12 horas
Tiro aos pombos, sendo disputada uma valiosa taça que a Comissão oferece para tal fim. Dois prémíos mais, serão distribuídos aos concorrentes a seguir classificados.

Às 17 horas
Percorrerá as ruas da vila um interessante cortejo agrícola que as Bandas acompanharão. A Comissão destina um prémío ao carro que o juri classificar de mais artisticamente apresentado.

Às 20 horas
Reabertura da quermesse e maís barracas e leilão de prendas. Fíndo este, dar-se-ha inicio ao tão justamente apreciado fogo no Tejo e para o qual os Ex.mos Srs. Silva & Filhos de Viana do Castelo, Manoel Marques Amante e Francisco Marques Amante & Filhos, ambos das Mouriscas, vão pôr em prova todo o seu saber e bom gosto.

A Comissão
Francisco José Caldeira de Mendanha
António Dias Cesar
Monoel Paulo de Matos
Alvaro Maia
Joaquim Marques Parteiro
Diogo Leão da Silva
João Moura
Clemente Rodrigues

Por motivo de doença, o Ex.mo Sr. António Dias Cesar far-se-há substituir pelo Ex.mo Dr. António de Oliveira Calafate

 —  2002-07-02 Topo da página
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