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  Alvega dos pequeninos

Embora o titulo nesta data, se relacione facilmente aos mediáticos escândalos de pedofilia, o mesmo nada tem haver com os comportamentos sexuais, mas sim com as “nossas” mentalidades e maneira de estar na vida, enfim o que nos caracteriza como portugueses. Certo que não pretendo, com este artigo um ensaio na linha do Eduardo Lourenço, denso e enigmático, mas sim um ensaio sobre aquilo que considero ser a génese do espirito português, as aldeias e forma de estar nas aldeias.

Penso que o termo aldeia, não é nada desprestigiante, antes pelo contrário, é um termo imbuído em história e com um grande significado social. Com a divisão administrativa do território português, criou-se a palavra “freguesia” que é sem dúvida aquele que mais se aproxima à palavra aldeia. Contudo a utilização desta palavra suprime a utilização da outra, porque embora tenham o mesmo significado, não tem o mesmo “sentido”.

Mas, fugindo a divagações, Alvega é isso mesmo, uma aldeia, aldeia essa que teve os seus tempos áureos, enquanto sede de freguesia. Era a “urbe” das aldeias vizinhas (Tubaral, Casa Branca, Portelas, etc.) que centralizava as famílias nobres e burguesas, serviços e demais ofertas de entretenimento, afirmando uma estratificação social bem vincada. Como esses tempos, já lá vão (e eu não sou saudosista), hoje em dia a aldeia de Alvega, tem vindo a ser afectada pelo problema estrutural que afecta todo o interior do país. A desertificação e o envelhecimento da população. É sem dúvida um problema para quem fica e para quem sai.

Longe da utopia, não vamos conseguir mudar este fluxo migratório, nos próximos anos. É preciso mais que boa vontade política para inverter uma tendência que só se vai acentuar nos próximos tempos.

Havendo que preservar esse património colectivo, que são as aldeias, é preciso encontrar novas formas de incentivo à permanência da população nesses mesmos lugares. Sabendo do défice de espirito democrático e de cidadania, com a qual se depara muita das vezes a nossa maneira de estar em comunidade, é necessário evoluirmos e compreendermos que o tempo é de mudança. Tempo de perceber as potencialidades que existem nos lugares e nas gentes.

Frederico Nunes  —  2003-07-03 Topo da página
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