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  As mães de Bragança, os maridos e as meninas

O episódio do artigo de capa da revista Time acerca da prostituição em Bragança seria hilariante não fosse ele revelador da realidade do pais real na entrada do milénio.

Depois de meses de histerismo provocado pelo pseudo-movimento “Mães de Bragança” e amplamente divulgado pelos media, eis que a história chega à capa da mais famosa revista a nível mundial que coloca Portugal na rota da prostituição internacional.

E, pasme-se, subitamente o problema já não é assim tão grave e a revista é acusada de denegrir a imagem de Portugal, tendo sido inclusive retirada a publicidade ao Euro2004 da publicação – o que só prejudica o nosso país, diga-se.

O que ainda ninguém se lembrou de referir é o porquê de tudo isto. E a verdade é simples, a culpa do desvario dos homens Bragançanos não são as quentes mulheres brasileiras nem as ridículas drogas e feitiçarias usadas por estas, no entender do movimento feminino de Bragança, razões já de si reveladoras da sanidade do movimento.

O problema que ninguém quer admitir é a gritante disfunção das famílias no interior do país. Praguejadas por problemas de alcoolismo, pobreza extrema, financeira e de espírito e desemprego galopante, as famílias como elementos nucleares da nossa conservadora e cristã sociedade pura e simplesmente não funcionam no interior do país.

Daí resulta esta falta de valores que leva os homens de Bragança e de outros pontos do país a procurar algo que não encontram no seio das suas debilitadas famílias, por vezes sexo e uma atenção feminina que não a quotidiana visão da mulher na sua bata doméstica, outras álcool ou drogas. E resulta também num subaproveitamento das crianças em idade escolar e no trabalho infantil e na tão falada violência doméstica. Esta é uma realidade que vale tanto para Bragança, como para Alvega.

Ao invés de escamotear a realidade e de nos indignarmos com uma revista que se limitou a descrever a realidade vista através da opinião dos simples habitantes de Bragança e das suas iletradas “Mães”, deveríamos isso sim observar a nossa sociedade e analisar o que se passa no interior dos lares portugueses, retirar ilações e tentar evitar a disfunção das futuras famílias deste país, uma vez que quanto às actuais pouco ou nada há a fazer.

majoralvega  —  2003-10-15 Topo da página
 

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As Mães de Bragaça
Meu caro Major Alvega

É sempre com prazer que leio os seus escritos.
Parabens pela sua lucidez. Na verdade
continuamos com mentalidades quadradas, onde a falta de cultura, a qual a igreja sempre apadrinhou para poder reinar, faz com que casos destes
ainda aconteçam, é pena!
Por veses se os maridos procuram fora de casa algo é porque lá não o encontram. Tabus que a igreja ainda apadrinham!
Um forte abraço
Ventura Batista
Joaquim Manuel Ventura Batista

 
 
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