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  Os trinta anos de revolução

O 25 de Abril foi há trinta anos. Para muitos de nós é apenas uma parte da história que os mais velhos recordam com nostalgia. Para muitos de nós é mesmo quase impossível imaginar como era a vida durante o antigo regime, quase impossível imaginar uma vida feita de falta de condições e direitos. Portugal viveu metade do século XX fechado ao mundo exterior e a tudo o que entretanto acontecia pela Europa e resto do mundo.

Em trinta anos muito mudou, e falar do período que entretanto passou como “evolução” e não sonhar apenas com a revolução de outrora é um passo em frente. O saudosismo português é uma das razões que nos mantêm na cauda da europa e recordemos, sem retirar toda a importância á coragem de Salgueiro Maia e seus companheiros, que o regime caiu de podre. A revolução tem trinta anos e o que nos deverá preocupar é o futuro e os desafios que nos esperam, numa europa a 25 e na globalização que nos coloca diariamente em “luta” com a ásia e a américa. Pelos nossos postos de trabalho, pelo nosso modo de vida.

E se não encararmos esta realidade será o nosso país que cairá de podre, tal como o antigo regime em 74.

Hoje fazemos parte do clube dos ricos, embora na última carruagem, e isso dá-nos direitos, mas também responsabilidades. Apenas exigir e não contribuir, seja de forma financeira, humanitária ou militar, não nos dá dividendos ao nível da comunidade internacional ou da nossa afirmação como nação. Foi a política do “orgulhosamente sós” que nós deu o atraso que hoje temos em relação aos nossos parceiros.

Cá dentro, a ideia tacanha do “nacional porreirismo” é ainda reflexo de cinquenta anos de regime que protegia e orientava, não deixando espaço para a livre iniciativa. O sentimento de que o estado tudo deve dar é também um reflexo desse período. O tão nosso “chico-espertismo” continua a minar a nossa sociedade e a manter-nos afastados dos restantes parceiros europeus.

O 25 de Abril foi há trinta anos. E se não virmos esta data como o ponto de partida para uma revolução de mentalidades e uma rotura com o nosso passado de povo triste e com pena de si próprio então não terá valido a pena. E se não evoluir, certamente Portugal não viverá mais trinta anos para recordar os capitães de Abril.

majoralvega  —  2004-04-21 Topo da página
 

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30 anos de revolução
Está escrito com grande clarividência,
oportunidade e visão do futuro.
Temos de evoluir e seguir em frente para que os tempos que nos esperam não gerem homens do antigamente.
As forças do mal podem aparecer em
qualquer altura, temos das combater
acabando com o nacional porreirismo e a apatia.
Estou totalmente de acordo com o seu artigo, major alvega.
Cumprimentos
ventura batista
Joaquim Manuel Ventura Batista

 
 
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