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  Também temos os nossos tabus!

Nós por cá também temos os nossos tabus.

Há tanto que se falava na remodelação da praça, na forte possibilidade de ela implicar a demolição do coreto mas, oficialmente, ninguém sabia de nada.

Agora o projecto é público. O executivo da Junta já se manifestou, não foi perdido nem achado na sua elaboração.

Devo confessar que no início me senti ultrajada com este projecto. Quem são os srs. de Abrantes para nos virem dizer o que queremos, do que precisamos, o que devemos sentir? Vamos querer homenagear os nossos antepassados?! Não somos nós que temos que tomar essa iniciativa?

E o nosso coreto… não temos nada e agora tiram-nos o coreto… não é muito bonito, é verdade, mas foi durante anos o abrigo da banda filarmónica local e é um importante apoio na Feira da Gastronomia e na festa da Agosto. É que o nosso coreto não é como os outros, não é apenas um palco com uma pequena arrumação por baixo. É, como dizem, sobredimensionado. É uma casa.

E não existem casas públicas na nossa freguesia, da nossa freguesia. Porque a Junta não tem meios e muito possivelmente porque nunca se preocupou, ao longo de anos e anos, em fundamentada e obstinadamente, os demandar a quem os possa fornecer.

Pensei também de início que todos os alveguenses estivessem a favor da manutenção do coreto e que a opinião alveguense tivesse que ser defendida. Constatei, no entanto, que as gentes estão divididas.

E olhei com olhos de ver para a nossa praça, para o coreto e para o projecto.

De facto, o nosso coreto não tem qualquer valor arquitectónico.
Ele acaba por ser uma barreira visual e ao movimento das pessoas; para a nossa praça-estacionamento, até se torna num elemento ordenador do trânsito (uma espécie de rotunda)…

Atrai-me, neste projecto, a ideia de podermos ver toda a praça como um espaço amplo, de estarmos do lado dos cafés e vermos a fonte (e os seus monumentos superlotados à reciclagem, que, espero, mudem de local), a igreja, o “castelo”.

Quanto ao facto de perdermos “uma casa”… bom, aquela “casa” não tem dignidade para aceitar em definitivo qualquer actividade, ela serviu até agora de “única hipótese” para a banda filarmónica, mas a banda está prestes a ter o seu próprio espaço, com a dignidade necessária. E qualquer organização deve ter direito a desenvolver a sua actividade num espaço com mais dignidade que parte de um coreto. Temos que aprender a lutar por isso em Alvega e sair do ciclo do deixa-andar.

É certo que houve pessoas que se esforçaram directamente na edificação do coreto, em épocas em que não se conheciam os fundos comunitários e os subsídios (há ainda quem os não conheça…) e esse esforço tem que ser reconhecido; no entanto, esta oportunidade não pode ser desperdiçada.

Trata-se, por enquanto, de uma proposta, e como tal, os alveguenses devem analisar cada um dos seus aspectos e expor, nesta fase, as suas ideias, necessidades, dúvidas e propostas de alteração.

Eu tenho as minhas:

- Os lugares de estacionamento (25) são em muito menor número que os veículos estacionados em alguns fins-de-semana ditos normais, já para não falar nas épocas festivas.
É claro que estes veículos podem ser estacionados noutros locais, mas irão decerto provocar constrangimentos ao trânsito - irá aumentar o estacionamento na estrada das Portelas, na rua do Tejo e até possivelmente na EN 118. Sabemos os transtornos que o mesmo causa, por exemplo, em altura de festas e feira, imaginemos isto permanentemente…gostamos muito de elogiar o Marquês de Pombal, porque não aplicamos mais os seus ensinamentos? O estacionamento é uma preocupação legítima, um problema com que se debatem muitos governantes no país, e as necessidades actuais e previsíveis da terra devem ser tidas em conta e não ignoradas com um “desenrasquem-se!”.

A remodelação da praça pode conciliar-se com um considerável aumento do número de lugares de estacionamento, por exemplo colocando estacionamento também do lado da farmácia.

- Porque vão ser substituídas as espécies arbóreas, arrancados os plátanos?

- Vamos deixar de ter um palco “natural”. Como pode ser esta perda colmatada? Ficando uma das zonas da praça em jeito de anfiteatro?

- A nova praça é compatível com as actividades que têm vindo a desenvolver-se aqui?

- A eliminação da estrada frente à fonte permite uma maior fluidez nessa zona; por seu lado, haverá maior movimentação entre os cafés e a zona da pérgola, como esplanada. Que medidas estão previstas para regulação do trânsito e segurança dos transeuntes?

Todos estes pormenores, insignificantes para alguns, vão traduzir-se depois numa maior ou menor qualidade de vida e na herança permanente com que vamos ficar.

Um pormenor é também o PDM do concelho. Alguém o viu por aí? É que é mais um dos tabus de Alvega. Já foi alterado? Não foi? Não sabemos. E o executivo da Junta, sabe? Estou certa de que não o deixarão passar sem convocar a população para discussão pública, como estão a fazer com a praça.

Uma praça tem visibilidade; um PDM é invisível, pelo menos aos olhos dos mais incautos.

Se o PDM não for convenientemente alterado, vamos ter daqui a poucos anos uma praça às moscas, com um bonito parque infantil deserto.

Traiu-me a memória e não recordo o rol de promessas eleitorais feitas há quatro anos. Decerto esta remodelação era a mais importante.

Freguesia periférica, não temos saneamento básico (básico) nem muitas outras coisas; outras, estamos a perder.

O desempenho da Junta de Freguesia mais parece de gestão corrente, e este o prémio de participação.

Quatro anos de inconcebível silêncio e apatia, agora estranhamente interrompidos.

Fátima Castanho  —  2005-01-14 Topo da página
A fonte referida na proposta de remodelação

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Pois é Fátima, Tens mta razão! Mas pq não utilizar essas verbas para o saneamento básico? Para quê remodelar a praça? Para os velhotes? Não te eskeças k jovens cada vez são menos, crianças então nem se fala. A pop tá envelhecida, nós jovens piramo-nos p as cidades, filhos nem vê-los..... Os velhotes k aí estão como os teus pais e os meus precisam mais do saneamento........ou não? A praça não tá assim tão degradada. Ou vejo mal?
xico nunes

 
 
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