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  A não questão das freguesias

Confesso que este assunto da extinção de freguesias me tem preocupado pouco. O país está em crise, estamos falidos e sob regime de protetorado, há que fazer sacrifícios e cedências, mas esta das extinções e/ou fusões de freguesias nem me parece ser a mais dolorosa.

Como estou afastado de Alvega e dos seus assuntos, nada melhor que fazer uns telefonemas e falar com amigos acerca do estado da nossa freguesia natal. E o que recebi foi um desiludido mas resignado encolher de ombros. Não se passa nada. “Então... mas e o Manel Leitão, o que tem feito?”, outro encolher de ombros e “nada” voltou a ser a resposta.

Sei que a praia fluvial está abandonada, o edifício em ruínas, e esta era a menina dos olhos de Leitão, se o presidente da junta estivesse a fazer algum trabalho este seria concerteza um projeto que não estaria abandonado. Mas está.

Após as eleições de 2009 escrevi neste mesmo espaço que Manuel Leitão era uma “figura conhecida da nossa comunidade, passou por diversas coletividades da terra e, goste-se ou não, tem obra feita. Pode-se não gostar do estilo, mas Leitão tem pouco a provar na sua perseverança e dedicação a Alvega”.

Pelos vistos, tal como com o António Moutinho, enganei-me e Leitão deixa muito a desejar tendo defraudado quem nele votou. Falta de capacidade? falta de iniciativa? a crise? a incapacidade de exigir do executivo da câmara da mesma cor partidária, apoio para a nossa freguesia? ou simplesmente uma total falta de um plano ou visão para Alvega? Não sei e confesso que não me interessa conhecer as razões para tamanha passividade.

O que me leva ao ponto a que queria chegar desde o início. As freguesias na sua maioria não têm poder efetivo, quer seja por falta de dimensão ou peso político ou por manifesta falta de meios. A existência das freguesias por si só não consegue travar a desertificação do interior, as juntas não prestam serviços com mais valias às suas populações que não possam ser prestados por outras entidades e, como pudemos ver pelo exemplo dos mandatos de Moutinho e Leitão, são um desperdício de tempo e dinheiro. Mais vale pura e simplesmente mitigar este fardo para o país.

Há a questão sentimental, como é óbvio, mas se os portugueses não puserem de parte estes sentimentalismos louváveis mas ultrapassados, continuarão a ser expurgados dos seus salários através de impostos altíssimos que servem para perpetuar inutilidades evidentes como os nossos presidentes da junta.

majoralvega  —  2012-11-15 Topo da página
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