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Outras tradições de Natal

A Missa do Galo
A Missa do Galo, também conhecida por Missa da Meia Noite, celebra-se devido ao facto de a tradição dizer que Jesus nasceu à meia-noite. Para os católicos Romanos, este costume de assistir a esta Missa começou no ano 400.

Nos países latinos, esta missa é chamada Missa do Galo, porque, segundo a lenda, a única vez que um galo cantou à meia noite foi na noite em que Jesus nasceu.

Outra lenda muito antiga diz que, antes de baterem as doze badaladas da meia-noite do dia 24 de Dezembro, cada lavrador da província espanhola de Toledo matava um galo em memória daquele que cantou três vezes quando Pedro negou Jesus, por altura sa Sua morte. Depois a ave era levada para a igreja, a fim de ser oferecida aos pobres que, assim, podiam ver melhorado o seu almoço de Natal.

Em algumas aldeias portuguesas e espanholas, era costume levar o galo para a igreja, para que ele cantasse durante a missa. Quando este cantava todos ficavam felizes, pois isso representava o prenúncio de boas colheitas.

Coroa de Natal
É costume pendurar no lado de fora da porta uma coroa durante os doze dias do Natal. Este costume é mais popular nos Estados Unidos, mas espalhou-se para o resto do mundo cristão, devido à influência do cinema americano.
Actualmente, dizemos frequentemente "à sua saúde" quando compartilhamos com amigos e familiares uma bebida. Para os romanos, a oferta de um ramo de uma planta significava um voto semelhante. O uso de coroas remonta à Roma antiga e para as tornar mais atraentes, tornou-se costume enrolar esses ramos numa coroa.
Para aumentar as possibilidades de todos os da casa terem saúde no ano seguinte, os romanos exibiam essas coroas nas portas.
Actualmente, as pessoas têm tendência para comprar a coroa de Natal que penduram na porta da frente, mas, rigorosamente falando, se desejarmos seguir com toda a correcção a tradição romana, só devíamos pendurar as coroas que nos tivessem sido dadas por outras pessoas.

O Presépio
As primeiras imagens que representam a Natividade foram criadas em mosaicos no interior das igrejas e templos, remontando ao século VI.

A palavra “presépio” significa “um lugar onde se recolhe o gado, curral, estábulo”. Contudo, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo, acompanhado pela Virgem Maria, S. José, um jumento e uma vaca, por vezes acrescenta-se outras figuras como pastores, ovelhas, anjos, os Reis Magos, entre outros.

A configuração física do nascimento de Jesus, ao que parece, surgiu por iniciativa de S. Francisco de Assis, em 1223. Assis quis celebrar um Natal da forma mais realista possível e, com a permissão do papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, um boi e um jumento vivos perto dela. Nesse cenário foi celebradada em 1223 a missa de Natal. O sucesso dessa representação do presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres europeias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Hoje, o presépio é tradição em Itália, Espanha, França, Tirol austríaco, Alemanha, República Checa, América Latina e nos Estados Unidos.

Frutos Secos
A apresentação de uma grande variedade de frutos secos no Natal é mais do que uma questão gastronómica.

Os frutos secos têm uma ligação muito forte e particular com o solstício do Inverno. Na antiga Roma, eram um presente habitual durante as celebrações, eram especialmente apreciados pelas crianças, que os valorizavam quer como brinquedos quer como comida. Os rapazes divertiam-se a jogar ao berlinde com eles. Entre as classes sociais mais elevadas, os frutos secos tornavam-se mais especiais por serem cobertos de ouro, e estes frutos secos dourados serviam quer como presentes quer como decorações.

Para os romanos, cada tipo de fruto seco tinha um significado especial. As avelãs evitavam a fome, as nozes relacionavam-se com a abundância e prosperidade, as amêndoas protegiam as pessoas dos efeitos da bebida. Por isso, os frutos secos que colocamos à mesa no Natal são mais do que simples alimentos, é um antigo costume romano que promete a ausência de fome, pobreza e protege contra os excessos da bebida.

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Os Reis Magos
Segundo a Bíblia, tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, em tempo do Rei Herodes, eis que vieram Magos do Oriente a Jerusalém, perguntando: "Onde está o Rei dos Judeus, recém-nascido? Com efeito, vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo".

A designação "Mago" era dada, entre os Orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Ignora-se a proveniência dos Reis Magos, mas supõe-se que fossem da Arábia, tendo em conta os dons oferecidos (ouro, incenso e mirra), isto é, prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei. Sabe-se que um era negro (africano), o outro branco (europeu) e o terceiro moreno (assírio ou persa) e representavam a humanidade conhecida de então. Os magos, além de cientistas, formavam também uma casta sacerdotal.

Quanto ao número e nomes dos Reis Magos são tudo suposições sem base histórica ou bíblica. Foi Beda, um cronista inglês que viveu entre 673 e 735 d.C., quem deu nome aos magos: Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar.

O dia de Reis celebrava-se a 6 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi neste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto ao Menino Jesus. Em alguns países é no dia 6 de Janeiro que se entregam os presentes.

Mas, afinal, que estranha estrela seria essa que guiou os Magos?
Uma das primeiras hipóteses foi proposta por Orígenes (183-254 d.C.). Ele supôs que o agora conhecido cometa de Halley teria sido o astro visto pelos Magos. Contudo, analisando os registos dos chineses, notáveis observadores do céu, verificou-se que a tese do cometa de Halley exigiria um erro de mais de 11 anos na data atribuída ao nascimento de Cristo. Por outro lado, permaneceu a hipótese da Estrela de Belém ter sido um cometa não periódico, de grande brilho.

No final do ano de 1572 o astrónomo dinamarquês Tycho-Brahe descobriu uma estrela muito brilhante na constelação de Cassiopeia. Na verdade o seu brilho era tanto que o novo astro pode ser visto mesmo à luz do dia, durante quase 20 meses. Mais tarde esse fenómeno seria baptizado de nova e supernova, denominações usadas em Astronomia para designar as estrelas que explodem, aumentando assustadoramente de brilho e depois de algum tempo quase desaparecem do firmamento.

Contemporâneos de Tycho-Brahe viram no astro a mesma estrela que teria guiado os Magos, enquanto outros afirmavam que o fenómeno anunciava a chegada de um segundo Salvador. Astónomos encontraram ocorrências de novas na primavera do ano 5 a.C., ano que não está em contradição com o provável nascimento de Jesus, que segundo os teólogos deve ter ocorrido entre os anos 5 e 7 a.C. e não no ano 1, como é comum imaginar. A hipótese da nova, ou supernova, encontra adeptos até os dias atuais.

Alguns acreditam que a visão da estrela pode ter sido consequência de uma conjugação planetária. Este fenómeno ocorre quando dois planetas se movem e ficam próximos um do outro. O resultado visível desse movimento pode ser uma luz intensa. No entanto, os Magos, porque eram sábios, não deveriam deixar-se enganar por esse fenómeno.

Actualmente ainda não existe nenhum consenso. O astrónomo britânico Patrick Moore, avança mais uma hipótese para o sucedido. Segundo ele, a luz intensa vista naquelas localidades do Médio Oriente não passou de uma chuva de meteoros, ou, como é mais comum dizer, uma chuva de estrelas.

Com 2000 anos de celebração, o Natal é uma época cheia de tradições e rituais que se perdem na memória do tempo


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