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Tornou-se finalmente do conhecimento geral o projecto de remodelação da Praça da República em Alvega.

Afixado à porta da Junta de Freguesia e nos cafés da terra, vem acompanhado de um comunicado da Junta.

À vista, salta a inexistência do coreto, e é exactamente este o ponto principal da controvérsia.

Mamarracho inútil e a demolir para uns, edifício necessário e simbólico para outros, este coreto foi inaugurado no Verão de 1981, embora a sua construção tenha sido iniciada na segunda metade da década de 70.

Existiu um outro coreto na praça, que por sua vez foi demolido na segunda metade da década de 60, por ordem do Dr. Agostinho, presidente da Câmara Municipal de Abrantes na altura e alveguense. Conta a história que deste antigo coreto apenas resta um candeeiro, o que encima o actual.

No já referido comunicado, a Junta demarca-se de todo este processo, refere que não foi consultada para a sua elaboração e refere que será em breve agendada uma assembleia extraordinária para discutir esta matéria com a população, na qual estarão também presentes os responsáveis pelo projecto.

Enquanto não é definida a data desta assembleia extraordinária, aqui ficam alguns dados do Projecto de Remodelação da Praça da República, a principal praça da nossa freguesia.

Fotos: Sérgio Catarino

Fátima Castanho e João Mourato Topo da página


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Projecto de Remodelação da Praça da República
(...) De facto, a Praça da República é um espaço de grande utilização, que concentra presentemente a maior percentagem de estabelecimentos comerciais e de serviços, funcionando como ponto de encontro para os residentes e visitantes. Essa função deverá ser mantida.

Programa funcional

O espaço deve ser encarado como pólo aglutinador de Alvega, entendido como a Praça Principal, confluência de várias vias, onde a vivência cultural e social gira em seu redor;

Dever-se-à observar o respeito pelo ambiente urbano pré-existente;

O espaço deverá ser concebido com clareza formal e os materiais a utilizar no revestimento dos pavimentos deverão ser tradicionais (seixo rolado do rio, cubos calcários, basalto, granito, entre outros);

De forma a personalizar o espaço, garantindo a sua atractibilidade, deverão ser incluídas soluções que proporcionem o lazer e uma agradável estadia, através de mobiliário urbano de boa qualidade, assim como elementos construídos que apresentem soluções adequadas ao espaço.

Deverá ser proposto um novo coberto vegetal ou terrenos contemplando a introdução de árvores e herbáceas;

O sistema de iluminação a propor deverá passar por candeeiros em consola com lanternas nas fachadas dos imóveis, candeeiros com coluna, projectores terra, de forma a integrar-se no conjunto edificado;

Conforme atrás se disse, o coreto existente é um elemento dissonante, de escala desproporcionada, devendo ser substituído por elementos escultóricos alusivos às gentes de Alvega, dando um sinal de que os actuais moradores pretendem homenagear os seus antepassados, honrando a sua memória e o seu esforço pela edificação da freguesia e das suas obras. Não há povo com futuro sem memória nem respeito pelo seu passado, pelo que importa introduzir a vertente do reconhecimento e da gratidão histórica que proporcionaram a criação de um conjunto de valores, crenças e atitudes que vão do domínio social ao económico, cultural ou outro.

O local mais central – a Praça da República – é, por certo, o mais nobre, e por isso o mais adequado.

O parque infantil deverá ser mantido no local e até, se possível, ser ampliado;

Deverão ser criados estacionamentos na envolvente da praça;
O perfil deverá apresentar as seguintes dimensões:
Arruamentos com dois sentidos – 6 m
Arruamentos com sentido único – 4 m
Estacionamento perpendicular ao arruamento – 5x 2,5m
Estacionamento paralelo ao arruamento – 5,6x2,5 m







A situação actualmente existente pretende conferir à Praça da República os usos próprios de uma estrutura urbana deste género.
Porém, o facto de existir um tratamento de pavimento (betuminoso) que se referencia ao percurso automóvel, conjugado com a existência de barreiras físicas (arbustos), resultou na transformação deste espaço nobre numa ilha de estacionamento, descaracterizada e sem harmonia arquitectónica que fomente a fruição e o lazer.

O projecto apresentado é o resultado da configuração da praça, cuja forma é um trapézio.
A partir desta forma geométrica, foi desenvolvida toda a intervenção e toda a filosofia projectual subjacente.
Os eixos daí resultantes foram materializados em lajetas que estruturam toda a praça, definindo uma cortina verde com estacionamento a poente, cortina verde a nascente e pérgola a norte.

Sendo a igreja o elemento polarizador deste espaço público, e contrariando o conceito actualmente existente de praça “ilha”, propomos suprimir o arruamento existente a sul, confinante com o muro da igreja, integrando-o na praça, o que conferirá uma nova amplitude espacial e beneficiará, quer o edifício religioso, quer toda a praça.

Definiu-se ainda uma área verde com movimento altimétrico, atravessada por um percurso lúdico orgânico em deck de madeira, que faz a ligação nascente poente e serve as instalações sanitárias, a fonte/espelho de água e o parque infantil.

O parque infantil, com a mesma localização do existente, foi readaptado à nova praça e ampliado, propondo-se novos equipamentos adequados às novas exigências legais e comunitárias. O parque infantil será pavimentado com material amortecedor e vedado com guarda em madeira.

A implantação da pérgola teve em consideração a existência de estabelecimentos de restauração e bebidas, criando uma zona de apoio e estadia com ensobramento, beneficiando o carácter lúdico e as vantagens comerciais para os privados decorrente sdessa intervenção.

Propomos a reformulação da fonte ao nível da base, mantendo-se o pano de fachada.

O pavimento, em cubos de granito amarelo, convida a estar, facto que é enfatizado com a estrutura reticulada de lajetas de granito amarelo, que ritmam os percursos, definindo como territórios de expansão as esplanadas, espectáculos ou outras manifestações espontâneas.

A Arquitecta Paisagista
(Isabel Alexandra G. C. Silva)

A Arquitecta Coordenadora do GCH
(Sara Cristina Jorge Morgado)

A Arquitecta Estagiária
(Paula Cristina Leal Grosso)


O coreto está hoje muito degradado e é sobre-dimensionado para a praça
A Praça da República actualmente não é mais que um enorme estacionamento. A posição do coreto no centro impede uma distribuição homogénea do espaço.
O acesso ao parque infantil a partir da praça só é possível atravessando uma estrada
O parque infantil já viu melhores dias
O coreto era a casa emprestada da banda filarmónica. Esta é a nova sede já em construção


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Aviso da Junta de Freguesia de Alvega à população Alveguense
No âmbito da “Requalificação da Praça da República em Alvega”, requalificação essa que faz parte de um pacote de promessas eleitorais, feitas em devido tempo, pela actual administração da C.M.A., foi entregue a esta autarquia em 05/01/2005 para “discussão pública”, o projecto que se apresenta.

Esta Junta de Freguesia informa que a sua contribuição para este projecto foi nula, já que para a sua elaboração, este executivo foi pura e simplesmente ignorado.

Como entendemos que em Alvega ainda mandam os alveguenses, e que estes, de uma forma civilizada, inteligente e coerente, saberão escolher o que melhor satisfará as suas necessidades, tanto a nível de embelezamento como de funcionalidade do seu único espaço público, com tradição centenária, vimos por este meio apresentar-vos o Projecto da Câmara Municipal para vossa análise e compreensão e, em data a definir, será convocada uma Assembleia Extraordinária de Freguesia onde, e com a presença dos responsáveis pelo projecto, o mesmo será discutido.

Devido à exiguidade deste espaço, não é possível mostrar todo o projecto, destacando-se apenas o mais relevante.

O projecto integral encontra-se à vossa disposição, para consulta, na sede da Junta de Freguesia.

Junta de Freguesia de Alvega, 06 de Janeiro de 2005.

O Presidente (Augusto de Matos Mourisco Pires)


 
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