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A gripe das aves

O que é a gripe das aves? A doença é transmissível entre humanos? Existe cura? Teremos de deitar fora as galinhas os canários e os piriquitos? Respondemos a estas e outras perguntas a fim de ficar a saber tudo acerca desta doença mais falada do momento.

A gripe das aves chegou á Europa e como tal é mais que provável que chegue também a Portugal. O risco é maior pelo facto de se aproximar a época de regresso de várias espécies de aves migratórias ao continente.

Embora não exista ainda perigo de contágio entre humanos, o contacto directo com aves contaminadas é potencialmente fatal tendo-se registado dezenas de mortes na Ásia, continente onde surgiram os primeiros casos recentes da gripe aviaria.

A gripe aviária uma doença das aves causada por um vírus, que foi identificada pela primeira vez na Itália há mais de 100 anos. Desde então ocorreram casos em vários países asiáticos, entre os quais a China, o Japão, a Tailândia, as Filipinas, Vietname e recentemente no Cazaquistão, Rússia, Holanda, Bélgica, França, Chile, EUA e Canadá.

Porquê tanta preocupação?
Os especialistas de saúde pública estão alarmados pelos surtos nas aves sem precedente por várias razões. Em primeiro lugar porque os surtos recentemente comunicados na Ásia foram causados pela estirpe H5N1 altamente patogénica. Existe sobejamente prova que esta estirpe tem uma capacidade única de transpor a barreira das espécies e causar doença grave, com grande letalidade nos humanos. Uma segunda e ainda maior preocupação, é a possibilidade que a situação actual dê azo a outra pandemia de gripe nos humanos. Os cientistas sabem que os vírus da gripe das aves e dos em seres humanos podem combinar genes quando uma pessoa é simultaneamente infectada com vírus de ambas as espécies.

Este processo de troca de genes dentro do corpo humano pode dar azo a um novo sub-tipo de vírus e, portanto, seriam muito poucas pessoas, a estar protegidas por imunidade natural. Além do mais, vacinas que são desenvolvidas todos os anos para condizerem com estirpes em circulação e protegerem os seres humanos durante as epidemias das épocas gripais, não seriam eficazes contra um vírus completamente novo. Se o novo vírus vier a possuir suficientes genes humanos, a transmissão pessoa a pessoa (em vez de aves para humanos somente) pode ocorrer. Quando isto acontece, há condições para o início de uma nova pandemia de gripe.

Mais alarmante seria a situação na qual a transmissão pessoa a pessoa resultasse em sucessivas gerações de doença grave. Foi a situação que ocorreu na pandemia de 1918-1919, quando um sub-tipo de vírus completamente novo, emergiu e se propagou pelo mundo em cerca de 4,6 meses. Verificaram-se várias ondas da infecção ao longo de 2 anos, matando uma estimativa de 40 a 50 milhões de pessoas.

Existem provas de contágio entre humanos?
Não. As equipas da OMS no Vietnam e Tailândia estão a prestar apoio aos governos quanto à condução de estudos necessários para detectar a fase mais precoce da transmissão pessoa a pessoa. Ao mesmo tempo, actividades paralelas desenvolvidas pelos laboratórios da rede da OMS (WHO Global Influenza Surveillance Network) estão urgentemente a levar a cabo estudos, tanto respeitantes aos vírus dos seres humanos como das aves. Espera-se, também, que, com estes estudos, se esclareçam as origens e características da estirpe H5N1 em curso. Além do mais, um novo vírus adaptado à transmissão inter-humana propagar-se-ia mais rapidamente e as autoridades de saúde saberiam muito depressa que um vírus completamente novo teria surgido. Até à data, não existe prova que isso tenha ocorrido.

Vacinas e medicamentos
De momento, as vacinas disponíveis não irão proteger contra a doença provocada pela estirpe nos seres humanos. Um vírus protótipo da vacina disponível, que foi desenvolvido utilizando a estirpe de H5N1 de 2003 (que causou os dois casos em seres humanos em Hong Kong), não pode ser utilizado para acelerar o desenvolvimento da vacina. Uma análise inicial do vírus 2004, que foi conduzida pelos laboratórios nas redes da OMS, indica que o vírus sofreu uma mutação significativa.

Duas categorias de medicamentos estão disponíveis. São os inibidores M2 (amantadina e rimantadina) e os inibidores da neuraminidase (oseltamivir e zanimivir). Estes medicamentos foram licenciados para a prevenção e tratamento da gripe humana em alguns países e são considerados eficazes, não obstante a estirpe causadora. Contudo, as análises iniciais dos vírus isolados de casos fatais ocorridos recentemente no Vietnam, indicam que são invariavelmente resistentes aos inibidores M2. Estão a decorrer mais testes para confirmar a resistência da amantadina. A rede de laboratórios estão também a conduzir estudos para confirmar a eficácia dos inibidores da neuraminidase contra as estirpes H5N1 em curso.

Temos de deixar de consumir carne de aves e deitar fora os periquitos de estimação?
Até hoje não foi comprovado qualquer caso de contaminação através do consumo de carne. Os ovos e seus derivados também não são fonte de contágio, pelo que não de considera que a via alimentar não é uma via de transmissão.

Na confecção da comida o vírus é inactivado pelo calor (56ºC. durante 3 horas ou 60ºC. durante 30 minutos), pelo que até o frango assado é seguro, desde que devidamente confeccionado.

As aves de estimação não deverão ser abandonadas e são seguras desde que não estejam em contacto com outras aves infectadas.

Nas cidades os pombos não constituem um perigo directo e imediato da transmissão do vírus da gripe aviaria. No entanto, podem transmitir muitas outras doenças tais como, tuberculose, salmonelose, psicatose…

Links a consultar:

gripedasaves.pt
Portal do Centro Nacional de Emergência da Gripe Aviaria (CENEGA)
Publico.pt
Dossier do Público acerca da gripe da aves

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O que fazer quando se encontra uma ave selvagem morta?
Pode fazer contacto com o Médico Veterinário Municipal como autoridade sanitária competente, ou Direcções Regionais de Agricultura da respectiva área de residência. A colheita deve ser efectuada com luvas. Acondicionar num saco de plástico, identificar, congelar de preferência e enviar para o laboratório.

Os cientistas sabem que os vírus da gripe das aves e dos em seres humanos podem combinar genes quando uma pessoa é simultaneamente infectada com vírus de ambas as espécies
O cumprimento de todas as medidas de higiene pode evitar a contaminação de seres humanos


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Quem faz criação de galinhas, perus, patos deve mantê-los ao ar livre? Deve abatê-los? Ou o que deve fazer?
A verdade é que o contacto directo entre aves contaminadas é um risco de quem tem galinheiros abertos ao ar livre, no entanto poder-se-ão manter ao ar livre desde que respeitem as medidas de biosegurança. A OMS e a OIE (autoridades sanitárias internacionais) e as autoridades nacionais de cada Estado, preconizam uma série de medidas que funcionam como “barreiras sanitárias” capazes de impedir o contacto das aves silvestres com as aves domésticas, (tais como a recolha de comedouros e bebedouros) e proibição da criação ao ar livre em zonas consideradas de risco.

Assim são aconselhadas algumas medidas simples no caso de ter galinheiros:

  • Retirar os comedouros e bebedouros do ar livre

  • Não deixar os animais ao ar livre, nem por breves períodos

  • Isolar ao máximo os galinheiros, a fim de impedir o contacto dos animais de criação com animais selvagens (por exemplo, usar redes com malha mais fina)


 
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